Educação, Empreendedorismo

Empreendedorismo nas escolas: como isso influencia o futuro do país?

empreendedorismo nas escolas

O empreendedorismo nas escolas deveria ter tanta importância quanto o português, matemática e biologia, pois contribui para os alunos se desenvolverem enquanto cidadãos e influencia diretamente em seu futuro profissional.

A formação na área ainda é negligenciada pela maioria das instituições de ensino, mas começa a ganhar destaque diante da conscientização de sua influência positiva no cenário socioeconômico local, regional e nacional.

Quer entender melhor essa relação, como e quais são os benefícios de inserir o estudo de empreendedorismo no contexto educacional desde a infância? Continue a leitura!

A importância da mentalidade empreendedora

O Produto Interno Bruto (PIB) de um país exprime a situação econômica daquela nação, índice relativo ao cálculo da oferta de bens e serviços que mostra o desempenho das empresas e a capacidade de consumo dos cidadãos.

O PIB serve como termômetro para as decisões políticas já adotadas e orienta as futuras, capazes de reverberar na esfera pessoal e interferir na qualidade de vida da população. Notou a dimensão do assunto?

O empreendedorismo nas escolas não serve exclusivamente para formar empreendedores, responsáveis pelas decisões no âmbito corporativo que impactam o cenário econômico e social. A disciplina é útil na formação do cidadão por causa das habilidades necessárias àquele profissional.

Estou falando de liderança, conhecimento sobre questões financeiras, aptidão na resolução de problemas e capacidade de agir com autonomia. A matéria ensina sobre gestão desenvolvendo competências úteis à vida, independentemente da pessoa ser dona de uma empresa ou não.

A negligência com o empreendedorismo nas escolas

Quantas escolas você conhece que contemplam a disciplina na grade curricular? O sistema educacional teve sua inflexibilidade evidenciada por séculos, engessado no modelo de aprendizagem passivo (o docente fala, o discente ouve) e repassando conteúdo sem mostrar sua aplicação prática.

As poucas escolas que notaram o quanto é fundamental aproximar a teoria da prática, estimular alunos proativos e formar cidadãos independentes têm feito um favor para a sociedade incluindo o empreendedorismo no conteúdo programático. Geralmente, também são aquelas que já usam e falam da tecnologia reiteradamente.

As vantagens do empreendedorismo nas escolas

Para falar da matéria, mencionei ambiente corporativo, sistema de ensino, mercado de trabalho, economia e política. Apresento na sequência alguns benefícios da disciplina enquanto mostro a você como ela influencia em todas essas importantes vertentes.

Desenvolvimento econômico e social

Analise comigo o seguinte quadro: uma recessão ou crise na economia diminui a capacidade das empresas de manter o número de funcionários. O desemprego cresce, as pessoas se endividam, o consumo cai e o processo é retroalimentado, justificando cortes nas organizações e baixa na credibilidade do país perante os investidores.

O aluno aprende a administrar suas finanças quando há a matéria de empreendedorismo nas escolas. Não se trata apenas de saber calcular receita, lucro, preço de venda, custos fixos e variáveis para montar um negócio próprio: ele tem noções sobre entradas e saídas.

Assim, o discente pode ajudar no controle financeiro dos recursos da família, a médio e longo prazo, e dos seus. Tal monitoria impede o superendividamento — que assola 63 milhões de brasileiros — e dá ao indivíduo conhecimento para aplicar bem seu dinheiro e investir na melhoria de sua condição socioeconômica, reflexo positivo ao país.

Desenvolvimento pessoal

O empreendedorismo nas escolas estimula os alunos a: trabalhar em equipe, negociar, identificar oportunidades, ser comunicativo, criativo e administrar o tempo. Tais habilidades servem para a pessoa explorar o mundo e maximizar sua participação no meio social em que ela está inserida.

Isso acontece enquanto os discentes ganham noção sobre o mercado de trabalho, sendo a identidade profissional tão importante para o indivíduo. Assim, as instituições de ensino formam pessoas mais bem preparadas para lidar com questões pessoais, laborais e correr riscos, tão comuns a quem empreende.

Investimento em inovação

Pesquisa e desenvolvimento (P&D) são pilares do progresso, responsáveis pela melhoria na qualidade de vida da população, diminuição do abismo social e credibilidade do país no cenário político e econômico mundial.

O empreendedorismo nas escolas estimula a “mão na massa”, a proatividade e a curiosidade, principalmente quando insere a tecnologia no aprendizado. A geração que hoje está no fundamental e ensino médio cresceu com inovações como a internet, e pode conduzir com maior facilidade e naturalidade P&D em áreas promissoras — inteligência artificial, por exemplo.

Como implantar o empreendedorismo nas escolas

É necessário promover a aprendizagem ativa, capaz de engajar o aluno no processo de adquirir conhecimento. Dessa forma, o senso crítico é estimulado, o discente entende que tem espaço de fala e não só pode como deve contribuir para sua formação.

Consequentemente, as informações assimiladas por ele são entendidas como um fim em si mesmo, em vez de um meio para chegar à faculdade ou ter o emprego dos sonhos. As competências desenvolvidas passam a ser contabilizadas como ganho pessoal e não dependem de aprovação no vestibular, por exemplo, para terem validação.

O papel do professor

Ele é um facilitador e orientador de exímia importância nesse contexto. O mestre media ideias e debates, esclarece dúvidas, mantém o diálogo aberto e relaciona o conteúdo do empreendedorismo nas escolas com matérias como biologia, matemática e história — relação que aumenta a capacidade do discente de resolver problemas e tomar decisões.

O papel do Estado

Quando a disciplina em questão entra na grade curricular, ela promove mudanças socioeconômicas locais, regionais e estaduais. Educação é direito fundamental positivado na Constituição e, aliado ao desenvolvimento da mentalidade empreendedora, forma cidadãos mais conscientes e capazes de impulsionar o crescimento do país.

Seria uma boa medida impor o empreendedorismo nas escolas como disciplina obrigatória na grade curricular das escolas públicas, ou ao menos exigir a capacitação dos professores para inserirem a matéria dentro das já tradicionais.

O papel do empreendedor

O ambiente corporativo é caracterizado pela mentoria, disposição de grandes líderes a ensinar o caminho das pedras aos que estão começando agora. Quem é dono do próprio negócio não apenas dita as necessidades do mercado de trabalho como também orienta, alerta, informa e cativa os novatos no assunto.

O empreendedorismo nas escolas fomenta mudanças significativas não apenas nos alunos e na rotina de trabalho dos professores, mas impacta positivamente no desenvolvimento nacional. É hora de se ater a essa tendência para formar os gestores do futuro!

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